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quarta-feira, 28 de março de 2012

Clarissa Pinkola Estes

     "O corpo é um ser multilíngue. Ele fala através da cor e da temperatura, do rubor do reconhecimento, do brilho do amor, das cinzas da dor, do calor da excitação, da frieza da falta de convicção. Ele fala através do bailado infímo e constante, às vezes oscilante, às vezes agitado, às vezes trêmulo. Ele fala com o salto do coração, a queda de ânimo, o vazio  no centro e com a esperança que cresce.

      O corpo se lembra, os ossos se lembram, as articulações se lembram. Até mesmo o dedo mínimo se lembra. A memória se aloja em imagens e sensações nas próprias células."

sexta-feira, 23 de março de 2012

Clarissa Pinkola Estes


“Às vezes uma palavra, uma frase, um poema ou uma história soa tão bem, soa tão perfeito que faz com que nos lembremos, pelo menos por um instante, da substância da qual somos feitas e do lugar que é o nosso verdadeiro lar.”

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Clarissa Pinkola Estes - Mulheres que correm com os lobos


"A nossa função é a de aprender. 
Se quisermos amar, não há como evitar esse aprendizado. 
[...] 
Amar os prazeres é fácil. 
Já amar de verdade exige um herói que consiga controlar seu próprio medo."




Procurando uma foto para ilustrar o texto da Clarissa me deparei com esta, tirada na região serrana do Rio de Janeiro. 

Os contos de fada  nos mostram que, muitas vezes, para conseguir ficar com a donzela, o herói deve vencer as moitas de espinhos, deve controlar seu próprio medo, superar-se. No entanto,  pode-se ver bem, mesmo os espinhos estão cheios de belas flores.
Coragem galantes heróis, suas heroínas os aguardam!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Clarissa Pinkola Estes

"A morte está sempre no  processo de incubar uma vida nova, mesmo quando nossa existência foi retalhada até os ossos."

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Clarissa Pinkola Éstes - Mulheres que correm com os lobos

"Pode-se dar o nome que se quiser, mas ter uma vida secreta porque a vida real não tem espaço suficiente para vicejar é prejudicial à vitalidade da mulher. [...]
Para escapar desse caminho polarizado, a mulher tem de abandonar a simulaçao. Esconder uma vida interior falsa nunca funciona. É melhor que nos despertemos, que nos levantemos, por mais caseira que seja nossa plataforma, e vivamos com a maior intensidade possível, da melhor maneira possível, deixando de lado a ocultação de falsos substitutos. Esperemos pelo que seja realmente significativo e saudável para nós."

sábado, 3 de setembro de 2011

Clarissa Pinkola Éstes - para os homens...

O momento crítico ocorre quando  a pessoa se permite amar "apesar de"... apesar de ter suas angústias, apesar de ficar nervoso, apesar de ter sido ferido anteriormente, apesar de temer o desconhecido.
As vezes não existem palavras que estimulem a coragem. As vezes é preciso simplesmente mergulhar. tem de haver em algum ponto da vida de um homem um período em que ele confie na direção que o amor o levar [...] Sua confiança não depende de que sua parceira não o magoe. Ela é uma confiança na possibilidade de cura de qualquer sofrimento que ele sofra, uma confiança na nova vida que se segue à antiga. Uma confiança na existência de um significado mais profundo em todas essas coisas

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mulheres que correm... portas!

"As mulheres desenharão portas onde não houver nenhuma. E elas as abrirão e passarão por essas portas para novos caminhos e novas vidas. Como a natureza selvagem persiste e triunfa, as mulheres persistem e triunfam.[...] Aguarde. Confie. Faça sua parte. Você descobrirá seu próprio caminho."
Clarissa Pinkola Éstes

segunda-feira, 4 de julho de 2011

"Quando afirmamos a intuição, somos, portanto, como a noite estrelada: 
fitamos o mundo com milhares de olhos." Clarissa P. Estes



                                                                                                                     Van Gogh

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"...A tarefa primitiva do homem consiste em descobrir os nomes verdadeiros da mulher, não em usar indevidamente esse conhecimento para ganhar controle sobre ela, mas, sim, para captar e compreender a substância luminosa de que ela é feita, para deixar que ela o inunde, o surpreenda, o espante e até mesmo o assuste. Também para ficar com ela. Para entoar seus nomes para ela. Com isso os olhos dela brilharão. E os dele também."
Clarissa Pinkola Éstes

segunda-feira, 22 de março de 2010

Clarissa Pinkola Estés

“Mesmo que nossas próprias escolhas infelizes nos tenham desviado do curso – para muito longe de que precisamos – não vamos perder a fé, porque no interior da alma está o dispositivo de orientação de retorno. Todas nós podemos encontrar nosso caminho de volta.”

quarta-feira, 17 de março de 2010

Clarissa Pinkola Estés

"Todos nós já cometemos o erro de pensar que uma outra pessoa podia ser nossa cura, nossa emoção, nossa realização. Leva muito tempo para se descobrir que isso não existe, especialmente porque colocamos o ferimento na parte externa em vez de ministrar-lhe a cura dentro de nós."

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Intuição

O vínculo com nossa própria intuição propicia uma confiante dependência que resiste a tudo. A intuição tem garras que abrem as coisas e as sujeitam; ela tem olhos que enxergam através dos escudos da persona; ela tem ouvidos que ouvem sons fora da capacidade de audição do ser humano.
Com alimentar a intuição para que ela seja bem nutrida e responda aos nossos pedidos de que esquadrinhe as cercanias? Nós a alimentamos de vida _ ela se alimenta de vida quando nós prestamos atenção a ela. DE QUE VALE UMA VOZ SEM UM OUVIDO QUE A RECEBA?
Nós fortalecemos nosso laços com a vida intuitiva quando prestamos atenção à voz interior a cada curva da estrada; "Devo ir para esse lado ou para o outro? Devo ficar ou partir? Devo resisitir ou ser flexível? Devo fugir ou correr na sua direção?"
Não há benção maior que uma mãe possa dar a filha do que uma confiança na veracidade da sua própria intuição. É transmitida de pai para filho, definida como a verdadeira fala da alma.

Clarissa Pinkola Estés - Mulheres que correm com os lobos

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O riso

O riso é um lado oculto da sexualidade feminina: ele é físico, essencial, arrebatado, revitalizante e, portanto, excitante. É uma sexualidade de alegria, só pelo momento, um verdadeiro amor sensual que voa solto e que vive, morre e volta a viver da sua própria energia. Ele é sagrado por ser tão medicinal. É sensual por despertar o corpo e as emoções. Ele é sexual por ser excitante e gerar ondas de prazer. Ele não é unidimensional, pois o riso é algo que compartilhamos com nosso próprio self bem como com muitos outros. É a sexualidade mais selvagem da mulher.”

Clarissa Pinkola Estés – Mulheres que correm com os lobos.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"Os acontecimentos de nossa vida diária, nossos traumas e alegrias passadas, nossos temores e esperanças para o futuro, todos são passadas diretamente a alma, que tece seus comentários nos nossos sonhos, manifesta seus sentimentos através do nosso corpo ou nos fisga com um momento de inspiração com uma idéia na ponta."

Clarissa Pinkola Estés

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Equilíbrio

" A raiva é um dos meios inatos de que a mulher dispõe para começar a criar e manter os equilíbrios que lhe são caros, tudo que ela realmente ama. É seu direito e, em certas horas e sob certas circunstâncias, é seu dever moral.
Para as mulheres, isso significa que existe uma hora para mostrar os dentes, para mostrar a poderosa capacidade de defender seu território."

sábado, 30 de janeiro de 2010

Consolo X Carinho

"A diferença entre consolo e o cuidado e carinho é a seguinte: se você tem uma planta doente porque você a mantém num armário escuro e você lhe diz palavras tranquilizadoras, isso é consolo. Se você tira a planta do armário e a põe no sol, lhe dá algo para beber e depois conversa com ela, isso é cuidado e carinho.
Clarissa Pinkola Estés - Mulhers aque correm com os lobos

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Armadilhas

"Estamos criando nossa vida à medida que avançamos e fazemos o melhor possível. Logo, à medida que somos inundados por algo que nos diz, isso é muito difícil, mas olhe só aquela beleza logo ali; aquele negócio todo enfeitado parece ser mais fácil, mais bonito, mais irresistível. Fomos seduzidas. Essa tentação ocorre com regularidade, às vezes, diariamente. E, às vezes, é difícil dizer não.
Por isso nos casamos com a pessoa errada porque nossa vida será mais fácil em termos econômicos. Às vezes nem é a procura por bens e conforto, muitas vezes exprime um mero desejo psicológico de não ter que se esforçar tanto com aspectos básicos da vida criativa. O desejo de facilitar a vida não é a armadilha, pois é natural que o ego tenha esse desejo. Ah, mas o preço. O preço é que é a armadilha."

Clarissa Pinkola Estés - Mulheres que correm com os Lobos

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ciranda das Mulheres

"A tarefa crucial da grande mãe é simplesmente a seguinte, e nada além disso: viver a vida plenamente. Não pela metade. Não três quartos. Não um dia, abundância; no outro, penúria. Mas viver plenamente cada dia. Não de acordo com a capacidade do outro. Mas de acordo com a sua própria capacidade, predestinada, de livre-arbítrio, que dá a vida, não que entorpece a vida. E existe uma razão para esse impulso central.
Quando uma criatura resolve se dedicar a viver a vida do modo mais pleno possível, muitas outras que estiverem por perto se deixarão contagiar. Apesar das barreiras do confinamento, até mesmo de lesões, se alguém se determinar a superar tudo para viver plenamente, a partir daí, outros também o farão, e esses outros incluem filhos, companheiros, amigos, colegas de trabalho, desconhecidos, animais e flores. "QUANDO UMA PESSOA VIVE DE VERDADE, TODOS OS OUTROS TAMBÉM VIVEM."
Clarissa Pinkola Estés - A Ciranda das Mulheres Sábias