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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dia de São Cosme e São Damião



Diz a lenda que os santos eram dois pequenos príncipes gêmeos que traziam sorte a todos e resolviam os problemas mais difíceis das pessoas. Em troca, pediam doces, balas e brinquedos. Durante uma brincadeira e uma cachoeira, um deles caiu e morreu afogado. O gêmeo que sobreviveu não tinha mais vontade de comer e vivia chorando de saudades do seu irmão, pedia sempre a Orumilá (orixá da mitologia Yoruba) que o levasse para perto do irmão. Orumilá resolveu levá-lo para se encontrar com o irmão no céu, deixando na Terra duas imagens de barro. Desde então, todos que precisam de ajuda deixam oferendas aos pés dessas imagens para ter seus pedidos atendidos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

J. Campbell


Ainda podemos ver, na multiplicidade de mitos e lendas que chegaram até nós ou que têm sido registrados nos confins da terra, o esboço de alguns elementos do nosso destino ainda humano. Para ouvir e aproveitar, porém, devemos submeter-nos, de certo modo, à purgação e à entrega. E aí temos parte do nosso problema: como fazê-lo exatamente? "Ou pensais que entraríeis no Jardim da Bem-Aventurança sem passardes pelas provações por que passaram aqueles que vieram antes de vós?"

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

J. Campbell

Avaré  - "simpatia gentil"
(eis o seu nome na poesia cortesã do Japão dos séculos X-XII.)

"No interior do coração gentil, habita o Amor,
Qual pássaro na verde sombra do bosque.
Antes do coração gentil, no esquema da natureza,
O Amor não existia, nem o coração gentil antes do Amor.
 Pois com o sol, ao mesmo tempo,
Assim surgiu a luz imediatamente;
nem ocorreu Seu nascimento antes de nascer o sol.
E o Amor teve seu efeito na gentileza
Do verdadeiro eu; tal como,
No fogo brando, o excesso de calor."


J. Campbell, o Herói de mil faces p.67

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Antiga Benção Celta – Benção de São Patrício



Que o caminho venha ao teu encontro.
Que o vento sempre sopre às tuas costas
e a chuva caia suave sobre teus campos.
E até que voltemos a nos encontrar,
que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.

Que vivas todo o tempo que quiseres
e que sempre possas viver plenamente.

Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram,
porém nunca esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.

Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos,
porém nunca esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis

Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram,
porém nunca esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.

Que o dia mais triste de teu futuro
não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.

Que o teto nunca caia sobre ti
e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.

Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio,
uma lua cheia em uma noite escura,
e que o caminho sempre se abra à tua porta

Que vivas cem anos, com um ano extra para arrepender-te.

Que o Senhor te guarde em sua mão, e não aperte muito seus dedos.

Que teus vizinhos te respeitem, os problemas te abandonem,
os anjos te protejam, e o céu te acolha.
E que a sorte das colinas Celtas te abrace.

Que as bênçãos de São Patrício te contemplem.

Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve.

Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e
cada noite tenhas muros contra o vento,
um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo,
risadas que consolem aqueles a quem amas,
e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.

Que Deus esteja contigo e te abençoe,
que vejas os filhos de teus filhos,
que o infortúnio te seja breve e te deixe rico de bênçãos.

Que não conheças nada além da felicidade, deste dia em diante.

Que Deus te conceda muitos anos de vida;
com certeza Ele sabe que a terra não tem anjos suficientes…
...e assim seja a cada ano, para sempre!

São Patrício - Catedral de Carlow - Irlanda: Vitral de Franz Mayer, séc. 19


domingo, 13 de março de 2011

Heitor e Andrômaca

Surrealismo
Giorgio de Chirico Hector and Andromache. 1917. Oil on canvas. Galleria Nazionale d'Arte Moderna, Rome, Italy








Neoclassicismo
Jacques-Louis David.(1748-1825) Andromache Mourning Hector. 1783. Oil on canvas. The Pushkin Museum of Fine Art, Moscow, Russia


Filho mais velho do rei  e da rainha de Tróia, Heitor é marido de Andrômaca. Na Ilíada de Homero, Heitor é o maior dos guerreiros de Tróia. Como comandante das forças troianas, foi o responsável por resistir ao exército grego por nove anos e finalmente forçar os gregos a voltarem para seus navios. Durante a batalha, entretanto, Heitor matou Pátroclo, o melhor amigo de Aquiles.  Irado, Aquiles duelou com Heitor e o matou.  Uma descrição das honras fúnebres dadas a Heitor conclui a Ilíada. Em contraste com o alienado e feroz  Aquiles, Heitor é retratado como um bom homem de família e bravo guerreiro.
            Em diversos cantos da Ilíada encontramos uma viúva, desposada do seu estatuto de rainha. Os troianos e Andrómaca lamentam a morte de Heitor. O canto VI é comovente:  
            Logo o ilustre Heitor retirou o capacete da cabeça e o pousou no solo, todo resplandecente.
Depois que beijou o caro filho, e o embalou nos braços,dirigiu esta prece a Zeus e aos outros deuses:

"Zeus e demais deuses, concedei-me que este meu filho venha a ser como eu, se distinga entre os Troianos ,seja assim forte e governe Ílion com o seu poder. E que alguém diga: "É bem mais valente que o pai!"quando regressar do combate. Que traga os despojos sangrentos do inimigo que abateu, para gáudio de sua mãe."

            Dito isto, pôs nos braços da esposa o filhinho; ela recebeu-o no seio perfumado,entre risos e lágrimas; condoeu-se o marido ao vê-la, acariciou-a, e dirigiu-lhe estas palavras:
- Louca, não te aflijas assim no teu coração!
            Ninguém me lançará ao Hades contra as ordens do Destino! Garanto-te que nunca homem algum, bom ou mau, escapou ao seu Destino, desde que nasceu! Vai para casa tratar dos teus trabalhos,o tear e a roca, e dá ordem às tuas aias de fazer o seu serviço; a guerra diz respeito aos homens, a quantos nasceram em Ílion, e a mim mais que a nenhum!"


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Andrea Mantegna - Marte e Venus - Museu do Louvre em Paris
Venus (Afrodite), a deusa do amor e da beleza, era ligada romanticamente com Ares (Marte) deus da guerra, com quem teve vários filhos: Harmonia, Deimos (Terror) e Fóbos (Medo). Os meninos acompanhavam o pai na batalha.

Afrodite e Ares representam a união de paixões incontroláveis – o amor e a guerra, os quais, quando em perfeito equilibrio, podem produzir Harmonia.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Afrodite - deusa do amor, beleza e sensualidade

O nascimento de Vênus - Boticcelli

Uma das formas de ativação do arquétipo é quando Afrodite - Vênus para os romanos -surge inesperadamente das águas do inconsciente. Sua sexualidade é sentida como resposta instintiva. Algumas mulheres dizem que ser tomada de um desejo assim é ao mesmo tempo maravilhoso e assustador. Tanto ela pode querer mais quanto levantar barreiras à isso. Depois da primeira vez, tal mulher sabe como ser arrastada em direção a intimidade sexual por um desejo sobrepujante de repetir a experiência, uma vez que seu corpo está excitado e sua atenção está atraída eroticamente por um homem. Então ela que fundir-se com ele, ser transportada pela paixão rumo a uma libertação orgásmica, levada pela onda da estimulação sexual a um clímax, onde sua individualidade é submergida na experiência orgásmica transpessoal.

terça-feira, 29 de junho de 2010

São Pedro

Alfredo Volpi


"Em cada uma das três festas juninas acontece o acendimento da fogueira, e cada uma delas tem uma característica especifica. A de Santo Antônio deve ser bem quadrada, também chamada de chiqueirinho; a de São João deve ser bem redonda, de base cônica, se assemelhando a uma piramide; a de São Pedro deve ser em forma de triangulo, da base ao topo. Segundo a tradição, aquele que tiver o nome de Pedro deve acender uma fogueira diante da porta de sua casa neste dia. Através desses costumes, repassados de geração em geração, é que se dá o cultivo das tradições. O folclore nos faz reviver esta cultura milenar anualmente, embora sofra alterações com o tempo."



Uau, imaginem meu Pedro, que também é João, acendendo fogueira diante do prédio, em pleno centro da cidade? haeaahaeuiaa....

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Festas Juninas


Está relacionada com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como “festa de São João”. Tem caráter festivo, quando as populações festejavam as colheitas e faziam os sacrifícios para afastar os demônios da esterilidade, pestes dos cereais, estiagens, etc.



Culto do Fogo: A tradição das fogueiras acesas nos altos dos montes e nas planícies era conhecida de toda a Europa, as danças ao redor do fogo, os saltos sobre as chamas, a colocação nas fogueiras das primícias das colheiras O fogo, representação do sol, ilumina, aquece, purifica, assa e coze os alimentos, prepara vestes e armas, enfim, dá segurança e conforto.




No Brasil, essa é uma das festas populares mais celebradas, com direito a fogueira, quentão, quadrilha e muita alegria. Viva São João!