Mostrando postagens com marcador Contos de Nasrudin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contos de Nasrudin. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Nasrudin - O idiota

Um filósofo, tendo marcado um debate com Nasrudin, foi até sua casa na hora combinada e não o encontrou ali. Furioso, pegou um pedaço de carvão e escreveu no portão de Nasrudin:
"IMBECIL".
Assim que chegou e viu isso, o mulla correu até a casa do filósofo.
"Eu tinha esquecido que você viria", disse ele. "Peço desculpas por não estar em casa. Logicamente, lembrei-me do nosso compromisso assim que vi seu nome assinado na minha porta."

Nasrudin - A verdade


Algumas pessoas que admiravam Nasrudin o cercaram e perguntaram:
-"Dizem que as suas histórias estão cheias de verdades e com sentidos ocultos, Nasrudin. Estão mesmo?"

-"Claro que não!" Respondeu Nasrudin.

-"Por que não? Porque você diz isto com tanta convicção?" Perguntaram.

-"Simplesmente porque nunca falei a verdade em toda a minha vida, nem uma vez sequer; e tampouco serei capaz de fazê-lo, um dia." Finalizou Nasrudin.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Nasrudin - A pior memória


Mulla Nasrudin estava reclamando de sua esposa para um amigo.

"Eu não sei o que vou fazer com ela", disse. "Ela tem a pior memória do mundo."

"Você quer dizer que ela esquece tudo?" perguntou seu amigo.

"Não", disse Nasrudin. "Muito pior! Ela se lembra de tudo."

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Nasrudin - Secar farinha no varal


SECAR A FARINHA NO VARAL

Um vizinho veio pedir emprestado o varal de Nasrudin para estender roupa.
— Sinto muito, mas estou usando-o para secar farinha - Disse Nasrudin.
— Mas como você consegue secar farinha num varal? - Perguntou o vizinho.
— É menos difícil do que se imagina, quando não desejamos emprestá-lo - Esclareceu Nasrudin

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ocasião - Nasrudin

"O que é destino?", um erudito perguntou a Nasrudin.
"Uma sucessão interminável de eventos entrelaçados, um influenciando o outro."
"Essa resposta é pouco satisfatória. Acredito em causa e efeito."
"Muito bem", disse o Mulá, "veja aquilo." Ele apontou para um cortejo passando na rua.
"Aquele homem está sendo levado para a forca. Será porque alguém deu a ele uma moeda de prata e o capacitou a comprar a faca com que cometeu o assassinato; ou porque alguém o viu fazê-lo; ou porque ninguém o deteve?"

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Nasrudin - Sopa de Lágrimas


A mulher do mulla Nasrudin estava muito zangada com ele. Por isso lhe trouxe uma sopa fervendo, e não o avisou de que ele poderia queimar-se ao tomá-la.

Mas ela também estava com fome e, assim que a sopa foi servida, sorveu um gole. Lágrimas de dor verteram de seus olhos. Mas mesmo assim ela ainda esperava que o mulla se queimasse.

-"Minha querida, que aconteceu?" Perguntou Nasrudin.

-"Eu só estava pensando na minha pobre e velha mãe. Quando viva, ela gostava muito desta sopa. Por isso as lágrimas."

Nasrudin então tomou um gole escaldante da própria tigela.

Lágrimas lhe escorreram pelo rosto.

-"Está chorando, Nasrudin?" Perguntou a mulher.

-"Estou! Estou chorando ao pensar que sua velha mãe está morta, pobrezinha! Mas que deixou alguém como você na terra dos vivos." Justificou Nasrudin.






quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Nasrudin

Entende o que quero dizer?

     Nasrudin estava jogando punhados de migalhas em volta da casa.
     "O que está fazendo?", alguém lhe perguntou.
     "Mantendo os tigres afastados."
      "Mas não existem tigres por essas bandas Nasrudin."
     "Exatamente," respondeu.  "Eficaz, não?"

Extraído de: As façanhas do incomparável Mulá Nasrudin, Idries Shah

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Nasrudin - Apetite







_  Não pude comer nada nos últimos três dias - disse Nasrudin.
_  Por Deus, mulá! Com seu apetite? Deves estar muito enfermo.
_  Não, é que ninguém me convidou para comer. Isso é tudo.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Nasrudin - O uso da lamparina


Eu posso enxergar no escuro, vangloriava-se Nasrudin na casa de chá.
Se é assim porque às vezes vemos você vagando pelas ruas carregando uma lamparina?
Apenas para evitar que os outros esbarrem em mim!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Contos de Nasrudin - Quem sou eu?

Quem Sou Eu?

Depois de uma longa viagem, Nasrudin deu de cara com uma turbulenta multidão em uma grande cidade. Nunca havia visto um lugar tão grande e lhe confundiam a cabeça todas aquelas pessoas amontoadas pelas ruas.
“Num lugar assim”, refletia Nasrudin consigo mesmo, “fico imaginando como é que as pessoas fazem para não se perderem de si mesmas, para saberem quem são.”
Então, pensou: “Devo recordar-me bem de mim, caso contrário poderia perder-me de mim mesmo”. Mais que depressa, procurou uma hospedaria.
Um sujeito brincalhão estava acomodado numa cama próxima àquela reservada a Nasrudin.
O Mullá pensou em fazer a sesta, mas estava diante de um problema: como encontrar novamente a si mesmo ao acordar. Confidenciou seu problema ao vizinho.
“Muito simples”, disse o tal brincalhão. “Aqui tem um balão. Basta amarrá-lo na sua perna e ir dormir. Quando acordar, procure o homem com o balão e esse homem será você.”
“Excelente idéia”, disse Nasrudin.
Algumas horas depois, o Mullá acordou. Procurou o balão e o achou amarrado na perna do vizinho brincalhão.
“É, esse aí sou eu”, pensou. Então, apavorado, começou a sacudir o sujeito: “Acorda! Algo aconteceu, do jeito que eu imaginei que aconteceria! Sua idéia não foi boa!”
O homem acordou e perguntou qual era o problema. Nasrudin apontou-lhe o balão.
“Pelo balão, posso dizer que você sou eu. Mas se você sou eu, pelo amor de Deus, quem sou eu?”



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ele sabe a resposta

 O touro de um turcomano arrombou a cerca de Nasrudin e correu de volta para seu dono. Nasrudin seguiu o animal e começou a chicoteá-lo.
"Como ousa açoitar meu touro?", urrou o selvagem turcomano.
"Não se meta nisso, você", disse o Nasrudin, "ele sabe o porquê. O assunto é entre nós dois."

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nasrudin

O rei chamou Nasrudin e disse:
" sobre a culpa existem muitos escritos e opiniões o que não me interessa. O que eu quero de você é que você encontre uma desculpa que seja pior do que a culpa.Você Nasrudin tem três dias".
No final de três dias Nasrudin convidou o rei para passear nos jardins do palácio. Começaram a caminhar pelos jardins. Nasrudin andava sempre atrás do rei, que achava aquilo estranho.Até que de repente Nasrudim deu um beliscão na bunda do rei, que gritou:
"o que é isto Nasrudin?"
Nasrudin respondeu:
"desculpe, eu pensei que fosse a Rainha..."

Hahheheha.. essa é a primeira vez que ouço essa história, vindo de uma amigo....

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Nasrudin - Espreitando a si mesmo

     A noite ia alta quando Bedar, o Vigia, pegou Nasrudin do lado de fora de casa forçando a janela do próprio quarto.
     "O que está fazendo, Nasrudin? Ficou trancado do lado de fora?
     "Silêncio! Dizem que ando enquanto durmo. Estou tentando me pegar de surpresa e descobrir."


As façanhas do Incomparável Mulá Nasrudin - Ed. Filosofia Viva

sábado, 28 de janeiro de 2012

Nasrudin - Cedo para Levantar

"Nasrudin, meu filho, acorde cedo todas as manhãs."
"Por que, pai?"
"É um bom hábito. Uma vez, levantei-me ao amanhecer, saí para caminhar e encontrei na estrada um saco de ouro."
"Como você sabe que não foi perdido na noite anterior?"
"Esse não é o ponto. Em todo caso, o saco não estava lá na noite anterior. Eu reparei nisso."
"Então acordar cedo não traz sorte para todo mundo. O homem que perdeu o ouro deve ter acordado mais cedo do que você."

domingo, 13 de novembro de 2011

O papagaio e o corvo

     Numa linda manhã de domingo, Mullá Nasrudin passeava no mercado.
     Qual não foi sua surpresa ao deparar com seu amigo Yussuf: este segurava uma gaiola com um pequeno papagaio, cujo preço de venda era três peças de ouro!
     Escandalizado, o Mullá gritou:
     _ Yussuf, como se atreve a pedir tal soma por um mísero papagaio?
     Yussuf encarou Nasrudin severamente e disse:
      _ Fique sabendo, Mullá, que eu peço um preço justo. Este não é um pássaro qualquer: ele fala!
     Sem saber o que responder, Mullá seguiu seu caminho.
     Uma hora mais tarde, grande foi a surpresa de Yussuf quando viu seu amigo Mullá instalar-se ao seu lado, trazendo uma gaiola com um velho corvo. Pregado à gaiola, um letreiro anunciava o preço: doze peças de ouro!
     _ Ladrão! Escroque! _ gritou Yussuf, vermelho de raiva. _ Você não tem vergonha de pedir um preço desses por um velho corvo depenado?
     _ Não _ respondeu calmamente o Mullá Nasrudin. _É verdade que é um corvo velho, é verdade que ele não fala, mas este não é um pássaro qualquer: ele pensa!

Tradiçao oral, Oriente-Médio
  

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Nasrudin

Nasrudin estava viajando à noite em sua carroça. Ele estava se dirigindo para uma cidade onde nunca tinha estado. Sua mulher ia sentada ao seu lado na boléia.

Já era muito tarde e haviam muitas bifurcações que faziam Nasrudin ter dúvidas à respeito do caminho.
Em determinado momento ele percebeu que estava completamente perdido. Não tinha a menor idéia de onde estava e qual a estrada deveria seguir.

Ele então resolveu parar e esperar alguém passar para pedir informações. Ficou alí por muito tempo sem que ninguém aparecesse.

Nasrudin já estava perdendo as esperanças quando uma outra carroça se aproximou sendo conduzida em uma boa velocidade. Antes que pudesse fazer sinal para o condutor a carroça passou por ele, entrou na estrada à sua direita deixando muita poeira para trás.

Nasrudin não pensou duas vezes. Chicoteou o cavalo, balançou as rédeas e saiu em disparada atrás da outra carroça. Onde ela entrasse, Nasrudin a seguia sem perdê-la de vista.

Depois de um certo tempo, a mulher de Nasrudin perguntou: "O que você está fazendo? Com certeza ele sabe para onde está indo. Por que você o está seguindo se não é para lá que você quer ir? "
Nasrudin então respondeu: -"Quando não se consegue decidir que caminho tomar, o melhor é seguir alguém que sabe para onde está indo do que continuar perdido. Você não acha?".

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Nasrudin Como estudar

_ Como foi que você aprendeu tanto, Mulá? perguntaram certa vez a Nasrudin.
_ Falando muito, respondeu ele. Vou colocando em sequência todas as palavras que me ocorrem. Quando eu fico interessante, posso ver o respeito no rosto das pessoas. Na hora em que isso acontece, começo a tomar nota mentalmente do que disse.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nasrudin - Força de vontade


Força de vontade

Nasrudin marcou uma consulta com um psiquiatra. Lá chegando, disse que tinha problemas e que necessitava de ajuda.
"Eu quero lhe contar", disse o Mulla, "em virtude da minha fraca força de vontade o meu comportamento ético não tem sido o que deveria ser. Por isso, a minha consciência está me incomodando".
"Entendo" disse o psiquiatra, "e você quer que eu o ajude a construir uma forte força de vontade, é isso?"
"Não," disse Nasrudin. "Não é isso! O que eu quero é que você tente enfraquecer a minha consciência".

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Nasrudin

O uso da lâmpada

_ Sou capaz de ver na escuridão - gabava-se certo dia Nasrudin na casa de chá.
_ Se é assim, por que o vemos algumas noites levando uma lanterna pelas ruas? - indagou um curioso.
_ É só para que os outros não tropecem em mim - disse o mulá.