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quarta-feira, 6 de março de 2013

Neruda - Esperemos


Esperemos

Há outros dias que não têm chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras ou o produto
das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-nos
com uma laranja
ou assassinar-nos de imediato.


Pablo Neruda




sábado, 2 de março de 2013

Neruda - Se cada dia cai




Se cada dia cai

Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.

há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

 Pablo Neruda 



sexta-feira, 1 de março de 2013

Baudelaire


«As ilusões», dizia-me o meu amigo, «talvez sejam em tão grande número quanto as relações dos homens entre si ou entre os homens e as coisas. E, quando a ilusão desaparece, ou seja, quando vemos o ser ou o facto tal como existe fora de nós, experimentamos um sentimento bizarro, metade dele complicada pela lástima da fantasia desaparecida, metade pela surpresa agradável diante da novidade, diante do facto real».

Charles Baudelaire, in 'Pequenos Poemas em Prosa'

Se esvaí tão fácil quanto essa delicada flor...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Cecilia Meireles



"Escuto a chuva batendo nas folhas, pingo a pingo. Mas há um caminho de sol 
entre as nuvens escuras."



sábado, 5 de março de 2011

Céus, oh Céus...

Minha visão é estática, o movimento é oferecido pela natureza. Paradinha na janela do meu quarto, aprecio essa maravilha de quadros que se descortinam aos meus olhos a cada amanhecer! Em tons vibrantes ou mais frios, comida farta e variada para os olhos...


Magicamente dourado...

Brincando de ver formas nas nuvens... a poética do imaginário...



Cumulus nimbus?



Parece uma das paisagens do Turner... pura sensação visual!


A cada nascer do sol oram juntos
muçulmanos, cristãos, judeus.
Abençoado todo aquele em cujo coração
ressoa o grito celeste que chama: Vem!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Os Deuses e o Homem - Poseidon

            Poseidon para os gregos, Netuno para os romanos, é o deus do mar.
Também chamado o Portador das Inundações e Aquele que sacode a terra. Para entender a emotividade que ele personifica é só lembrar as mudanças do mar: pode ser turbulento, com ondas enormes, que se abatem sobre tudo que estiver em seu caminho. Mas, também consegue se acalmar e suas tempestades cessam quando puxa sobre as águas sua carruagem de ouro.
Filho de Cronos e Réia, foi engolido pelo pai, que temia ser destronado pelo filho. 
Palazzo Pitti - Florença - Itália


O arquétipo
Quando o domínio da emotividade é reprimido, passa para o plano subterrâneo onde continua ativo, embora não integrado. As emoções são contidas em vez de expressas no momento que brotam. De uma hora para outra pode explodir num acesso de fúria e despencar sobre o que estiver à sua frente. Pode experimentar também um domínio de grande profundidade e beleza.  Há a sensação de uma vastidão, uma profundidade, que excedem em muito o que alguém jamais poderá conhecer plenamento ou atingir. Expressa-se no poeta, no dramaturgo, no músico, no psicoterapeuta, que é levado a descer cada vez mais no reino das emoções.
Dada a intensidade dos sentimentos, não costuma ser bom perdedor, reagindo com cólera.
O tridente é a afirmação de sua sexualidade. Simbolizado pelo touro e o cavalo, pode personificar o garanhão, sempre pronto a desempenhar seu papel.

Os deuses e o homem- Jean Shinoda Bolen, Paulus Editora