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domingo, 12 de maio de 2013

Dia das Mães

Ser mãe é compromisso:
É trabalhoso, dispende energia e tempo disponível e ainda assim, não trocaria esse prazer por nada deste mundo!
Ser mãe transcende as coisas desse mundo...
É divertido, é poder resgatar a própria infância.
E é muito mais do que isso também...
Ganha-se força e sentido sendo mãe:
Mães viram seres de outro mundo para defenderem suas crias.
Mães se reinventam, crescem e aprendem com seus filhos.
Ser mãe é honra, privilégio e benção!


Berthe Morisot.  Hide and Seek.
MORISOT, Berthe - Hide and Seek, 1873- Col. Particular

quinta-feira, 14 de março de 2013

Mulheres

 Fernando Botero, bronze, 2006
"... a capacidade de observar - mais do que analisar - está desaparecendo hoje em dia, quando todos querem ser protagonistas. [...] Aqui só se falará de mulheres, de várias delas. Somos todas muito parecidas, muita coisa nos irmana. Seria possível dizer que vou contar uma, duas ou três histórias, mas tanto faz. No fundo, todas temos mais ou menos a mesma história para contar."

Marcela Serrano, Nós que nos amávamos tanto

Jean Auguste Dominique Ingres, La Baigneuse, óleo sobre tela 1808

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da Mulher

Fico aqui pensando no ser mulher.
Mulher é mistério, mulher é transformação. Ser mulher é ser mil seres dentro de um só. É ampliar o olhar para além de si mesma: é olhar as necessidades do outro, dos filhos, parceiros, amigos, colegas, funcionários, planeta. É gentilmente colocar-se no lugar do outro e obter uma compreensão maior. E ainda saber voltar o olhar para si mesma na hora certa.
É o dom da maternidade, é estado de graça.
Mulher é visionária, sonhadora. Mulher é poesia. Mulher é cor.
Mulher é decisão, é fazer o que precisa ser feito. É superar dores e traumas, é encontrar forças onde nem imaginava que ainda existiam. Mulher é loba defendendo a cria e seus interesses.
Mulher é esperança. Mulher é romantismo e leveza.
Mulher é complexa, mulher é diferentes texturas e sabores, mulher é aromática.
Mulher é profunda. Mulher é ampla, envolvente. Mulher é fluída.
Mulher é troca, companheirismo, cumplicidade.
Mulher é apoio. É o fio, a trama onde a vida é tecida.
Ser mulher é benção, privilégio e alegria!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Mulheres

Monica Stewart






“A imagem de reunir-se em comunidade, corresponde a um motivo feminino arquetípico: fiar e tecer, as atividades que envolvem a conjugação de muitos fios individuais na produção de uma unidade coletiva, maior e mais forte.”

 Allan B. CHINEM, A mulher heróica, 1996, Summus Editorial, SP.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Andanças

 Estou lendo um livro delicioso, que a Lilia me deu de final de ano; Dez mulheres, da Marcela Serrano, quando me deparo com esse comentário: 
_ "Eu grudei em Vicente como um marisco na pedra". Só uma chilena, que tem o mar como horizonte diria algo assim!
    Adorei aquele país, sua diversidade, aquele litoral de Isla Negra cheio de algas que parecem cabeleiras de mil mulheres que vieram dar à praia, seus mistérios, seus poetas.
   Paris para mim é uma cidade feminina, curvelínea, charmosa. Mostra seus encantos pouco a pouco, é preciso de tempo para descobri-la, para desnudá-la. É uma beleza construída.

Lagos Altiplanicos

Já o pouco que vi do Chile me lembrou um animal, ainda selvagem, correndo solto pelos campos. Talvez seja a presença da Cordilheira, magnífica, exuberante, mostrando que ali quem manda é a natureza. Talvez seja o mar, tão presente na vida de cada um. Um país que convida ao retorno, que também merece ser desnudado, saboreado, que convida a intimidades maiores...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Feminino


“As mulheres evitam essa armadilha (de se enredar na teia dos valores patriarcais) permanecendo fiéis ao feminino profundo, honrando os relacionamentos e a flexibilidade simbolizados pela água. Não é uma tarefa fácil, sobretudo numa cultura competitiva como a atual, vertiginosamente rápida. Seguir pelo rio implica seguir o fluxo, o que significa dar atenção aos ritmos corporais, dar ouvidos às intuições internas, permitir-se algum tempo para refletir, abrir mão da necessidade de estar no controle de todas as situações.”
 CHINEM, Allan B. , A mulher heroica, Summus Editorial SP.

BOTTICELLI, As três Graças

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A dançarina Titeux

Essa estátua grega que leva o nome de seu  descobridor, exala sensualidade em suas vestes transparentes. Ela dá a sensação de movimento através da postura corporal e da vestimenta. Traz equilíbrio na oposição dos braços e pernas. Uma preciosa harmonia compõe essa figura pequenina, que podemos ver dançar ao olhá-la de vários ângulos.














quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Rubem Alves - sobre bruxas....



Sobre bruxas e vassouras

NUNCA ENTENDI AS RAZÕES por que as bruxas usavam vassouras como seu meio de transporte. Pelo que sei, as bruxas são entidades dotadas de grande poder, e não há razões para que saiam pelos céus exibindo a sua indigência, usando esse objeto sujo como se fosse um disco voador. Eu preferiria, para seguir as histórias das mil e uma noites, que elas viajassem num tapete persa mágico ou que cavalgassem um macio dragão soltando fogo pelas ventas.
Mas todas as coisas, mesmo as mais estranhas, têm as suas razões. Aprendi que é fato comprovado: as bruxas viajavam por terras maravilhosas e desconhecidas tendo uma vassoura no meio das pernas.
Aconteceu assim.
Ia eu numa das minhas caminhadas matutinas pela fazenda Santa Elisa quando me vi diante de uma árvore cheia das flores brancas vulgarmente chamadas trombetas, pendentes dos galhos como pequenos lustres. Essa flor, eu a conheço desde a minha infância. Elas são grandes, lindas e perigosas. Sua brancura esconde poderes alucinógenos incomparáveis. Podem ser letais. Sei de um pesquisador sóbrio que só de manipular essa flor no laboratório ficou doidão.
Comentei esse fato com o cientista que me acompanhava, e ele me informou que, segundo informações da internet, há uma curiosa relação entre essa flor, nome científico datura suaveolens, e a lenda das bruxas que voam montadas em vassouras. Quem quiser que entre no Google: +datura+witch.
As bruxas foram uma invenção da Inquisição. Para justificar a sua queima nas fogueiras pela glória de Deus, diziam que eram adoradoras do demônio. E mais, que até transavam com o dito. Na verdade, as mulheres que a Inquisição amaldiçoou com o nome de bruxas eram sacerdotisas de uma antiqüíssima religião matriarcal anterior ao cristianismo baseada na Terra, no ciclo dos astros, no tempo e nas plantas e animais. Faziam, com freqüência, uso de plantas psicoativas em busca de sabedoria e de experiências com o sagrado.
Uma das poções alucinógenas usadas por elas tinha o nome de "ungüento voador", feita com uma mistura de ervas, uma delas sendo a trombeta ou datura, que era também conhecida como "o suco da alegria". A datura, misturada com várias outras ervas, era fervida em óleo, provavelmente num caldeirão, e depois bebida num ritual. Aquelas que a tomavam tinham alucinações, delírios e amnésia. A experiência devia ser boa -caso contrário teria sido abandonada.
Aconteceu, entretanto, que em decorrência dos seus perigos, as sacerdotisas trataram de inventar uma versão mais suave e segura. Ao invés de beber a poção, imaginaram esfregá-la em mucosas sensíveis. Assim, fazia-se a poção mágica mexendo a beberragem com uma vassourinha de pelos macios. A vassourinha de pelos macios era então usada para umedecer as mucosas das regiões entre as pernas, genitais. Assim, vinham-lhes deliciosas alucinações, e elas voavam, montadas na vassourinha...
Está assim explicada a lenda das bruxas montadas nas vassouras. Mas bruxa velha, com nariz adunco e comprido, chapéu preto e pontudo, isso é invenção de padre. Acho que as sacerdotisas podiam até ser muito bonitas...

sábado, 4 de agosto de 2012

Estatuetas de Vênus

Museu de História Natural - Viena
Vênus de Willendorf - encontrada em 1908


Vênus de Malta, Museu Hermitage - Rússia

 Paleolítico Superior.

 Estas figuras muito antigas representam deusas da fertilidade devido aos seios, abdomem, quadris e vulva volumosos ou bem delineados. Foram denominadas Vênus em homenagem a deusa da beleza romana.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Feminilidades

       Claude MONET, Passeio- Mulher com sombrinha, óleo sobre tela, 1875, National Gallery of Art, Washington DC, USA.



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Variações do olhar sobre o feminino: Psicologia e Arte

Esse é o tema da monografia que estive desenvolvendo nos ultimos tempos. Muito bom voltar a estudar, desenvolver o método de canalisar o pensamento e dar-lhe coerência. Escolhi 3 obras como referência:



Sandro Botticelli - A Primavera

 Claude Monet - Mulher com sombrinha virada à esquerda


Gustav Klimt - A Esperança I


Bom é saber que poderia ou poderei aprofundar ainda mais e mais... focando o olhar e ampliando... muito gratificante!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Clarissa Pinkola Estes

     "O corpo é um ser multilíngue. Ele fala através da cor e da temperatura, do rubor do reconhecimento, do brilho do amor, das cinzas da dor, do calor da excitação, da frieza da falta de convicção. Ele fala através do bailado infímo e constante, às vezes oscilante, às vezes agitado, às vezes trêmulo. Ele fala com o salto do coração, a queda de ânimo, o vazio  no centro e com a esperança que cresce.

      O corpo se lembra, os ossos se lembram, as articulações se lembram. Até mesmo o dedo mínimo se lembra. A memória se aloja em imagens e sensações nas próprias células."

sexta-feira, 23 de março de 2012

Clarissa Pinkola Estes


“Às vezes uma palavra, uma frase, um poema ou uma história soa tão bem, soa tão perfeito que faz com que nos lembremos, pelo menos por um instante, da substância da qual somos feitas e do lugar que é o nosso verdadeiro lar.”

quinta-feira, 8 de março de 2012

A Flor da Menta e o Coração das Mulheres

     Conta-se que quando as coisas estavam sendo criadas, Peroun, o grande Deus, ocupado em acertar a trajetória do sol, foi interrompido por um anjo encarregado de fazer os corações humanos.
     _ Senhor, me mandaste fazer os corações humanos e me disseste que o coração dos homens deveria ser forte como o carvalho e que ajuntasse a ele a sabedoria dos cogumelos que brotam os troncos aprodecidos das árvores. Assim foi feito, Senhor, mas não nos disseste como deve ser o coração das mulheres.
     O sábio Deus Peroun abaixou a cabeça e começou a refletir, quando um pequeno anjo chegou correndo e afobado.
     _ Senhor, disse ele, que florzinha estranha criaste. Enquanto brincava nos campos de trigo, encontrei-a quase escondida. Folhas pequenas e flores miúdas, cor de malva. Não resisti e arranquei-a. Tinha um perfume suave. Comecei a espremê-la entre os dedos. Ela exalava então um perfume ainda mais delicado e quando mais a atormentava, mais perfumada ficava.
     Que planta estranha, Senhor, por quê a criou?
     O sábio Deus Peroun respondeu:
     _ Esta é a flor da menta!
     E, virando-se para o anjo que aguardava instruções, disse:
     _ Que o coração das mulheres seja como a flor da menta!

Fábula do folclore jadzvingue.

terça-feira, 6 de março de 2012

Martha Medeiros


Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve pra montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças. Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é. Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de "passou". Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Clarissa Pinkola Estes - Mulheres que correm com os lobos


"A nossa função é a de aprender. 
Se quisermos amar, não há como evitar esse aprendizado. 
[...] 
Amar os prazeres é fácil. 
Já amar de verdade exige um herói que consiga controlar seu próprio medo."




Procurando uma foto para ilustrar o texto da Clarissa me deparei com esta, tirada na região serrana do Rio de Janeiro. 

Os contos de fada  nos mostram que, muitas vezes, para conseguir ficar com a donzela, o herói deve vencer as moitas de espinhos, deve controlar seu próprio medo, superar-se. No entanto,  pode-se ver bem, mesmo os espinhos estão cheios de belas flores.
Coragem galantes heróis, suas heroínas os aguardam!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Clarissa Pinkola Éstes

"O amor em sua plenitude é uma série de mortes e renascimentos. Deixamos uma fase, um aspecto do amor, e entramos em outra. A paixão morre e volta. A dor é espantada para longe e vem à tona mais adiante. Amar significa abraçar e ao mesmo tempo suportar inúmeros finais e inúmeros recomeços - todos no  mesmo relacionamento. [...] Amar é aprender os passos. Fazer amor é dançar a dança."

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Clarissa Pinkola Éstes - Mulheres que correm com os lobos

"Pode-se dar o nome que se quiser, mas ter uma vida secreta porque a vida real não tem espaço suficiente para vicejar é prejudicial à vitalidade da mulher. [...]
Para escapar desse caminho polarizado, a mulher tem de abandonar a simulaçao. Esconder uma vida interior falsa nunca funciona. É melhor que nos despertemos, que nos levantemos, por mais caseira que seja nossa plataforma, e vivamos com a maior intensidade possível, da melhor maneira possível, deixando de lado a ocultação de falsos substitutos. Esperemos pelo que seja realmente significativo e saudável para nós."