quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nietzsche

"Tudo vai, tudo volta; eternamente gira a roda do ser... Tortuoso é o caminho da eternidade."

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Miró - Nú com espelho

" O corpo é um ser miltilíngue. Ele fala através da cor e da temperatura, do rubor do reconhecimento, do brilho do amor, das cinzas da dor, do calor da excitação, da frieza da falta de convicção. Ele fala com o salto do coração, a queda do ânimo, o vazio no centro e com a esperança que cresce.

O corpo se lembra, os ossos se lembram, as articulações se lembram. Até mesmo o dedo mínimo se lembra. A memória se aloja em imagens e sensações nas próprias células. Como uma esponja cheia de água, em qualquer lugar que a carne seja pressionada, torcida ou mesmo tocada com leveza, pode jorrar dali uma recordação."

Clarissa Pinkola Éstes - Mulheres que correm com os lobos

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Clarice Lispector

"Ah meu amor, não tenhas medo da carência: ela é o nosso destino maior. O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão."

A paixão segundo G.H.

domingo, 3 de outubro de 2010



Zaza Fournier, vale a pena ver, ouvir e se encantar! Neste vídeo, muito bem acompanhada...

Francis Bacon - sobre a Poesia

O Parnaso, Nicolas Poussin

"Por não terem os atos ou acontecimentos da história verdadeira a magnitude que satisfaz ao espírito do homem, a poesia simula fatos maiores e mais heróicos; porque a história verdadeira apresenta os sucessos e desfechos das ações de maneira menos agradável aos méritos da virtude e do vício, a poesia em compensacão, os simula mais justos e mais consentâneos à providência revelada: porque a história representa as ações e os eventos mais comuns e menos alterados, a poesia os veste com maior raridade e variacões mais inesperadas e alternativas; de modo que, segundo parece, a poesia serve e se presta à magnitude, à moral, à deleitação. E, portanto, como sempre se julgou, tem alguma participação de divindade, porque levanta e ergue o espírito, sujeitando os espetáculos das coisas aos desejos do espírito, ao passo que a razão afivela e submete o espírito à natureza das coisas."

sábado, 2 de outubro de 2010


Nos contos de fada as lágrimas transformam as pessoas, fazendo com que se lembrem do que é importante e salvando sua própria alma. Somente um coração empedernido refreia o choro e a união. Entre os sufis existe um ditado, ou melhor, uma oração que pede a Deus que nos magoe: "Dilacere meu coração para que se crie um novo espaço para o Amor Infinito." [...] Nas lágrimas há um poder de atração e, dentro da própria lágrima, imagens poderosas que nos orientam. As lágrimas não só representam os sentimentos, mas são também lentes através das quais adquirimos uma visão alternativa.

Clarissa Pinkola Éstes - Mulheres que correm com os lobos